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Visibilidade e relevância.

A cada década observamos mudanças intensas nas tecnologias, estruturas de comunicação e sociedade. O que antes era totalmente distante e inatingível, hoje é possível ter acesso rápido e direto, confortavelmente em seu smartphone através de sites de pesquisa como Google, Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin ou um outro qualquer que pode estar sendo criado neste momento enquanto está lendo este texto.

Estas novas ferramentas não apenas mudou a forma que nos relacionamos mas também como fazemos negócios…nunca se deparou com links patrocinados nas redes sociais? Não ouviu falar de novas profissões como youtubers? Provavelmente poucos acreditariam a 30 anos atrás em tantas mudança.

No segmento musical, podemos ter um contato orgânico com artistas que apreciamos ou os que apreciam nosso trabalho, através destes novos meios. Atualmente é comum o próprio artista ser responsável por impulsionar boa parte ou total de sua campanha afim de conquistar o almejado espaço. 

Mas nem tudo é flores e deslumbramento, pois se por uma lado a democratização dos meios de comunicação auxilia e muito na divulgação, há os que fazem qualquer negócio por um espaço, por conseguinte mais inscritos: brigas, discussão sobre famosos, causadores de polêmicas, desafios bobocas até mesmo perigosos (pela própria integridade física)…um zoológico humano insano. Vale tudo, seguidores irreais no Instagram comprados em sites especializados em fraldes e o mesmo ocorre no youtube no qual muitos vivem das visualizações através da monetização do canal por investidores com propagandas. A cada dia fica mais patente que brasileiro faz qualquer coisa por dinheiro e/ou fama, são eternos esmoleiros. Experimente rolar no youtube os vídeos EM ALTA e terá a exemplificação.

Mas façamos uma reflexão sobre visibilidade e relevância. 

Ecoa em minha mente a frase bíblica "do que adianta ganhar o mundo e perder a si mesmo?”, na busca por fama e dinheiro, são produzidos gigas e mais gigas de vídeos desprovidos de valores, influenciando milhares de pessoas a equívocos, atitudes impertinentes ou simplesmente perder tempo. 

Há os que são patrocinados por empresas ou até mesmo partidos políticos afim de utilizar sua influência para conduzir o vulgo  a pensar pelo prisma que melhor convém seus apoiadores financeiros. 

Assim sendo, o que vale mais? Um vídeo com pouca visibilidade mas com qualidade em seu conteúdo ou um video que possui milhões de visualizações mas não agrega nada ou pior, subverte vossos valores? 

Quanto maior seu campo de influência maior será sua responsabilidade por tudo o que diz e incita.  Na briga por espaço, acredito que prezar por qualidade e valores elevados devem ser prioridade…a fama um dia acaba, mas nossas ações ecoam pela eternidade, sejamos responsáveis e conscientes. 

https://www.youtube.com/watch?v=7SmmxKjMXtc

 

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