Dicas de Equipamentos

Conhecimento e musicalidade são o que realmente difere os músicos e não meramente o seu equipamento.

 

Amplificador:

o preço varia conforme marca, potência e recursos que cada um deles oferece. Recomendo aqueles que possuem reverb e distorção que são efeitos primordiais, desta forma não haverá a preocupação imediata em comprar acessórios (pedais/pedaleiras) para obter tais sonoridades em sua guitarra.

Existem três tipos de amplificadores: valvulados, híbridos e transistorizados.

É bom lembrar que os amplificadores valvulados possuem um som mais claro/definido que os transistorizados, mas necessita de maior manutenção e seu custo é muito elevado; portanto não aconselho adquiri-lo apenas para estudo, desta forma, a vantagem dos transistorizados acaba sendo o custo benefício. Os amplificadores híbridos possuem válvulas e transistores.

Para estudo um amplificador de 15W RMS (transistorizado) é o suficiente, se no caso for para ensaiar com uma banda aconselho um amplificador com potência superior, a partir de 30W RMS.

Cabos: Compre cabos de boa qualidade, pois será muito desagradável você ter um bom set, mas apresentando perdas de sinal e chiados.

O preço varia conforme a marca, modelo e tamanho. Adquira cabos que tenham um bom revestimento e com plugs de boa qualidade, pois o barato sairá caro. É bom ressaltar que quanto maior o cabo maior a perda de sinal, ou seja, se 3 metros de cabo sana suas necessidades, será desnecessário comprar metragem superior.

 

Guitarra:

Existem também vários modelos e marcas. Alguns modelos muito utilizados são: Les Paul, Stratocaster, Acústicas e Telecaster; a escolha é subjetiva, porém alguns estilos de música “funcionam” melhor com determinados tipos de guitarra devido a timbre, tipo de ponte, curvatura do braço etc. Já imaginou um guitarrista de heavy metal tocando com guitarras acústicas? É uma visão tão destoante como tocar Jazz com uma Flyng V com ponte floyd rose.

Advertências na hora da compra – Se a guitarra escolhida for com ponte Floyd Rose, não compre de uma marca com padrão razoável, pois ela lhe dará problemas de afinação e regulagem devido ao mau funcionamento da mesma.

Quando se interessar numa guitarra toque-a antes de fechar negócio, veja se o braço é confortável para sua maneira de tocar, se os sons dos captadores proporcionam os timbres desejados, verifique também trastes, pestana, tarraxas, madeira (braço e corpo) se são e estão em boa qualidade.

Peça para ele verificar se a ponte está com as oitavas reguladas e analisar se a guitarra está empenada (ação de cordas altas ou quando as cordas estão tão juntas ao traste que o som saia trastejado). Através do tensor (tubo de aço localizado no interior do braço para regulagem de diferentes tensões de corda ou empenamento), este problema poderá ser sanado.

Lembre-se, a guitarra vem com uma regulagem padrão de fábrica (altura e tensão da corda, captadores…), tal qual poderá ser mudada conforme as suas necessidades.

 

Violão:

Quando for comprá-lo veja se o violão está empenado; procure verificar se os trastes, pestanas e tarraxas estão em boa condição, qual a madeira utilizada para a fabricação do mesmo, e se esse possui um tensor.

Lembre-se que existem violões que comportam cordas de nylon e outros de aço (o timbre é bem distinto). Tentar colocar uma corda de aço em um violão de nylon corre o risco de arrebentar o cavalete devido à maior tensão.

 

Cordas:

O encordoamento também é algo muito pessoal. Cada encordoamento possui um timbre, uma duração e um preço díspar; lembrem-se, as marcas tem opções de diferentes tensões: 08, 09, 010… dependendo da tensão das cordas escolhida será necessário regular o tensor e a ponte da sua guitarra para ajustar perfeitamente, ocorrendo o mesmo com o violão.

Cordas de maior tensão produzem um som mais encorpado e tendem a durar mais, porém há maior esforço dos dedos para realizar os acordes e melodias.

 

Efeitos:

Pedais, pedaleiras e processadores de efeitos são aparelhos eletrônicos que mudam a sonoridade da guitarra, simulando distorções, ecos, reverberações, duetos… existe uma pluralidade de efeitos e marcas sendo comum uma mesma marca possuir dezenas de modelos diferentes do mesmo efeito (um bom exemplo são os pedais de distorção).

A grande vantagem dos pedais é o controle das nuances mais facilmente, além de poder acionar ou desligá-los no momento desejado sem perdas de sinal. A meu ver o timbre dos pedais possui mais vida e autenticidade do que as pedaleiras, que produzem um som muito artificial “matando” a sonoridade da guitarra e do amplificador.

A escolha do equipamento é extremamente particular, portanto o músico escolhe determinado equipamento devido aos recursos e timbres que lhe possibilite interpretar e compor as músicas que almeja.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *