Depressão e redes sociais

Em pleno século XXI é impossível imaginarmos o mundo desprovido de tecnologia. Conseguiria imaginar o seu cotidiano sem telefonia celular, aplicativos, internet?

Se por um lado a tecnologia nos proporciona inúmeras beneficies, o excesso e mau uso podem trazer consequências a saúde física e mental. Quem não conhece aquele amigo ou familiar que não consegue desgrudar os olhos do celular e das redes sociais?

As pessoas estão se tornando cada vez mais inseguras com as redes sociais. Jogos de vaidade, números de curtidas, comparações infrutíferas, apelos por seguidores e comentários que possam massagear o ego por pura vaidade. A busca de alto-afirmação acaba por promover depressões e angústias…nunca parecemos belo o bastante, competente, felizes, amados, bem sucedidos… pois sempre acabamos por nos deparar com alguma postagem que nos leva a um estado emocional de insatisfação devido as comparações.

As redes sociais podem e devem aproximar as pessoas com intuito elevado, acrescentar conhecimento e experiências mútuas além de descontração e novas amizades. Deixamos de ser meros telespectadores para produtores de conteúdo o que nos trás também responsabilidades. Conseguimos acompanhar o cotidiano dos que admiramos, inclusive aprender e interagir com os mesmos, o que é fantástico – observar suas estratégias, sua forma de ver o mundo, mudando muitas vezes nossas perspectivas.

Em suma, quando há equilíbrio, bom senso, discernimento e auto-estima, podemos estar imersos em um mundo virtual retirando o melhor proveito das relações, mas se a inveja, preguiça, maledicência, baixa auto-estima ainda fazem parte do repertório de vícios, pode ter certeza que além da perda de tempo e energia vital, estará alimentando uma depressão.