“Você teve sorte!”

Nunca gostei de certas afirmações impensadas, pois são prejulgamentos insensatos. Umas das frases que sempre me incomodaram deste repertório é “…ele teve sorte”; será mesmo?

A melhor definição da palavra sorte dentro do contexto meritocrático foi proferida pelo médico DR Lair Ribeiro: “sorte é quando preparação encontra oportunidade”. A definição foi tão coerente e profunda que fiz questão de anotar no bloco de notas para decorar, ou seja, gravar no coração e jamais esquecer esta primorosa lição.

Grandes empresas nasceram em garagens, como sonhos distantes: Apple, Microsoft, Google…e tantas outras nas quais hoje são corporações bilionárias e detêm relevância global. Foi sorte?

Concebo sorte como algo que independe de suas capacidades intelectuais, cognitivas ou qualquer outra habilidade pessoal…ganhar um prêmio na loteria, um sorteio com apenas um número ou pouquíssimos, em suma, depender simplesmente do acaso.

Preparação como foi citado é fruto de dedicação continuada por décadas, buscando sempre aprimorar em todos os aspectos, pois o sucesso depende de inúmeras faculdades mentais e capacidades de resolver problemas, na busca por soluções o tempo todo, As raras oportunidades surgem apenas algumas vezes na vida, porém aqueles que se capacitaram estão sempre preparados para esta grande chance nos quais sempre aguardaram ansiosamente com disciplina.

Muitos dizem “mais fulano nasceu em uma família rica”, porém espere o desencarne dos que souberam prosperar e verá ruir a fortuna em poucos anos ou questão de meses se aqueles que herdam não estiverem preparados para assumir seu patrimônio. 

Em suma. Não inveje os que estão no topo, não diminua seus talentos, capacidades, você não sabe quanto sacrifício e preparação tiveram, ao contrário aprenda a admirar e busque aprender com os mesmos. Busque ler suas biografias, observe suas escolhas, rotina…mais admiração e  menos inveja, mais trabalho constante e menos vitimismo!!!

FAÇA a caridade.

Na antiga Grécia havia três formas/intenções de amor: filos, eros e ágape. O ágape tinha como premissa a reciprocidade, porém após o surgimento do cristianismo foi substituído por caridade.

Mas o que é caridade?

Infelizmente nós brasileiros acreditamos irrefletidamente que caridade é somente esmola, dinheiro, pão físico ou dar do supérfluo. A caridade é muito mais ampla, tem como pilar o amor, respeito a nós mesmos, nossas limitações com nossos vícios e equívocos. Ser caridoso é amar nosso semelhante respeitando. 

Não podemos esquecer os mandamentos do Cristo “amai a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo”; assim sendo, é necessário amar-se para poder amar nosso semelhante. Como será possível ser tolerante com o outro se não somos conosco? Cristo estava como sempre certo. Devemos primeiramente buscar o nosso devir, realizar as mudanças em nosso íntimo, lapidar a pedra bruta desenvolvendo nossos talentos e virtudes, dissolvendo vícios e falsos paradigmas. 

Nós necessitamos de disciplina afim de desenvolver nossas capacidades e a caridade não é diferente. Proponho a ti um trabalho voluntário. Lembre-se que “não é só do pão que vive o homem” como dizia o mestre Jesus…muitos possuem o pão, mas são carentes de atenção, do abraço fraterno, esperança… são inúmeras possibilidades e oportunidades para que você seja um ponto de luz. 

Muitas depressões e desânimos surgem em nossas vidas por não parecermos tão bons como imaginávamos ou desejávamos; estar com o coração endurecido, preso em futilidades…porém quando a alma está desperta em ser um bálsamo de luz na vida de outrem a nossa vida já toma novos rumos, mudam-se as perspectivas, renovam-se os horizontes, nos tornando mais sensíveis e com o pensamento mais elevado…vivendo uma vida no mundo sem ser mundano.

A caridade tem como objetivo a nossa própria melhoria, retirando-nos do ostracismo egóico, nossas aspirações, frivolidades, ambições por um patamar mais elevado…salvando-nos de si mesmos, do mau que ainda ecoa em nossas almas pelo descuido do orgulho e egoísmo. 

Faça a caridade…comece consigo mesmo, pois não poderá oferecer ao outro o que ainda não conquistou e depois distribua. Como dizia a poesia “…sempre fica um pouco de perfume na mão de quem oferece flores”…cultive-as no coração.

Espiritualidade x Religião

Não existe efeito sem causa e a apologética de São Tomás de Aquino elucidada a necessidade de uma causa incausável; um primeiro motor gerador do universo. 

O humano é um ser complexo e se caracteriza pela dualidade razão e emoção porém esquecemos do natural instinto primitivo e sua capacidade intuitiva, capaz de prever situações, mudanças e até mesmo sentir que há algo muito além do que a matéria aparente. 

Sensibilidade, instinto, razão ou pela intuição, sentimos e/ou acreditamos em algo superior, um Deus, um criador do universo e desde os primórdios foram criadas religiões (religare) com o intuito de religar o homem com Deus. As religiões assim se utilizam no geral de dogmas, rituais, sacramentos, leis, vestimentas, músicas, doutrina….tudo o que for necessário para criar uma condição de elevação do homem para com o demiurgo. A busca e esperança de um futuro melhor na Terra e no plano espiritual, o apelo em situações difíceis de saúde, financeiro, sentimento de gratidão…inúmeros são os motivos que impulsionam a crença e a fé. Crença é acreditar em algo, fé é capacidade de luz, são distintos. Nas provas da existência, geralmente os que possuem apenas crença abandonam a religião e seus valores enquanto os que possuem fé sabe suportar com mais firmeza por saber que faz parte dos desígnios de Deus, pois nada ocorre sem seu consentimento.

As religiões são instituições humanas e assim sendo passíveis de erros, porém possui imensa contribuição na criação de valores. Certamente a escolha é individual e deve se buscar a que melhor auxiliar sua transformação positivamente…no caminho da iluminação 

O que muitos não compreendem é que se as religiões são criações humanas a espiritualidade não o é. Cristo já afirmava que a casa de Deus pai tem várias moradas e não há espaço vazio na criação divina. A arrogância humana faz de homens deuses, incapazes e insensíveis (em grande maioria) de admitir que existe algo além da sua limitada razão, sentidos precários e instrumentação rudimentar como fonte de conhecimento, frutos do orgulho e o sentimento de Protágoras ainda ecoando nos corações humanos “O homem é a medida de todas as coisas”.

A espiritualidade É, não é questão de crenças ou opinião. Ocupam os grupos sérios que buscam aperfeiçoamento e possuem comprometimento com os que buscam na disciplina evoluir. Possuem outro corpo etéreo portanto invisível aos olhos mas perceptível aos mais sensíveis e médiuns religiosos ou não. Na dualidade de forças há também os que agem nas sombras estimulando o declínio no plano paralelo, tendo diversos nomes…e via de regra, nossos sentimentos, pensamentos, ações e aspirações são o fator determinante de nossas companhias humanas e espirituais – lei de atração, semelhante atrai semelhante. 

Se o ateísmo é a negação de um Deus criador, não podemos esquecer que a incredulidade é fruto de muitas dissonâncias cognitivas dos que se dizem religiosos e suas contradições. Quantos vestidos de suas crenças nas mais diversas religiões negam a verdade e a essência impondo pelo medo e cobiça a venda de um céu? Extorquem pessoas humildes muitas vezes na fragilidade da ignorância e simplismo prometendo mundos e fundos mas também ameaçando uma vida ainda mais degradante se não seguirem fielmente seus preceitos? Condenam no fogo eterno sendo que contraditoriamente a palavra divina emana amor e perdão, fugindo assim a essência divina. 

O ser humano é livre em seus pensamentos, no uso do livre-arbítrio são artífices do próprio destino semeando e colhendo cada semente plantada pelo coração. A imensa maioria escolhe o aprendizado na dor, busquemos poupar sofrimento evoluindo pela lei do amor. 

…Deus o abençoe e ilumine sua família!

Gratidão.

A música vai morrer?

A arte musical não é somente um passatempo, uma distração mas sim expressão do espírito. Incontáveis filósofos já se debruçaram para refletir sobre a beleza e o poder emanado pela música, capaz de transformar nossos ânimos, nos transportar em momentos de nossa história ou nos remeter a outras dimensões.

Em nossa cultura atual, observamos dia após dia a decadência se instaurar pelas ondas de rádio, televisão e através da internet. O feio se tornou “belo” e a beleza foge a cada dia mais de desgosto e tristeza. Onde estarão escondidos os poetas de nosso tempo?

O declínio de nossos valores, educação, cultura em geral, reflete a imensa maioria das ditas “musicas”atuais que apenas busca promover o que é mais vil e primitivo no ser humano: sexualidade desmedida, bebedeiras, uso de drogas ilícitas, desvalorização do ser humano, violência… expresso nas letras somados com o ritmo tosco e repetitivo, massivamente copiados compasso a compasso. 

A minha geração anos 80, teve a oportunidade de conhecer os clássicos, bossa nova, rock internacional de qualidade e formar uma referência musical.  Os grandes nomes da música nos inspirava a aprender música e tocar um instrumento musical, tendo inúmeros talentos de qualidade como referência. Porém em quem se inspirar atualmente? Em DJs? Em funkeiros que mau conseguem falar o português corretamente e cantam desafinados? Infelizmente há inúmeros exemplos em quase todos os estilos.

A conclusão sombria é o número de vendas de instrumentos musicais cairem em 80% nos últimos 5 anos. Lojas e escolas de música fecham por falta de público diariamente em nosso país por não valorizarem a arte e em consequência diversas marcas estão falindo! A própria Gibson anunciou que os negócios não vão bem e periga fechar suas portas, ou seja, o ocidente precisa repensar seus valores e arte. 

Acredito que só viraremos este jogo quando retomarmos o espaço cultural. Aulas sérias de música nas escolas públicas e privadas, buscando conhecer os clássicos de cada estilo, programa nas rádios e televisão discutindo músicas de qualidade, canais de youtube que queiram promover conteúdo de qualidade referente a música e os próprios músicos sérios serem mais ousados, divulgando e acreditando em suas músicas…e afirmo, música de qualidade não é questão de subjetividade.

 

NÃO propague o mau.

Com o advento e a popularização da internet, surge em sua ampliação recursos por apps como Netflix, Crakle, YouTube entre outros, mudando mais que consideravelmente nossa maneira de se entreter e criar conteúdos. A descentralização midiática fomenta espaço a todos com facilidade sem altos custos, porém um gigantesco volume de informações sem filtros do que é verdadeiro ou falso, conhecimento ou falácia etc, transformando a nossa cultura. 

Muitos amigos e alunos me questionam do fato de eu não usar certas estratégias para angariar mais inscritos e visualizações. É comum vídeos no YouTube citando determinados “artistas”, vídeos respostas ou até mesmo criar desavenças (famosas tretas) para conquistar mais inscritos e visualizações. 

Tudo é uma questão de foco e valores. Acredito que na qualidade de professor e formador de opinião, que devemos divulgar somente o bem, conscientizar, buscando não citar o mau afim de não lhe dar ainda mais espaço. O mau já possui muita visualização e divulgação, infelizmente! 

Incontáveis são os que reclamam de canais do YouTube alimentados com conteúdo ruins, porém porque você não cria e/ou divulga coisas de qualidade? Procuro ativar sempre meu filtro. Se por acaso recebo algum conteúdo agressivo, ofensivo, péssimo artisticamente, simplesmente barro, não compartilho e também não comento para não impulsionar. 

O índice de relevância é criado através das visualizações, comentários, likes e deslikes, assim sendo o ideal é ignorar o post/vídeo e divulgar apenas conteúdos de boa qualidade no lugar. Muitos acabam descobrindo canais e “artistas” de péssima qualidade por repostagem criticando os mesmos…”falem bem, falem mau, mas falem de mim”, esta frase de marketing é aplicada constantemente, mas devemos simplesmente não falar. 

Em suma. Enquanto o mal for ousado e o bem atuar timidamente, espere dias piores, com baixeza cultural e valores atrozes pois anular o bem que podemos fazer é um mal em si mesmo, sendo coniventes. Não adianta reclamar de braços cruzados. 

Vamos divulgar coisas boas e criar bons conteúdos? Não protele….FAÇA. 

DESLIGUE o WI-FI

DESLIGUE o Wi-Fi

A vida moderna e seus contratempos cotidianos. Nos vemos atordoados com tantos compromissos ditos “irrevogáveis” em nossa agenda exaustiva e acelerada. 

Lhe pergunto, porém seja sincero consigo mesmo. Qual foi a última vez que ficou pelo menos uma hora refletindo sobre sua vida? Sobre si mesmo?

Em meados da década de 80, lembro claramente o almoço em família. Dialogávamos um com os outros e ao anoitecer pós janta, sempre havia o espaço para discutir como foi o dia na escola, trabalho, as responsabilidades no lar e família, além dos ensinamentos educativos dados pelos pais. No dito horário nobre, era tecido diálogos de nobreza em família. 

A era da TV com suas insuportáveis e inúteis novelas atrapalhavam como ruídos dissonantes em nossas comunicações, porém nada mais nocivo que atualmente com o advento da internet no final da década de 90, porém mais precisamente com a onda Wi-Fi e seus celulares smartphones – verdadeiras máquinas de controle mental, capaz de transformar pessoas em zumbis. 

Se por um lado a internet nos possibilita ampliar informação, conhecimento e aproximarmos de pessoas queridas distanciadas por km, nos distancia das importantíssimas ao nosso redor e percepção da realidade. Raras exceções encontrarmos em um almoço pessoas olhando olho no olho, conversando, trocando conhecimentos e paradigmas pois o Wi-Fi está sempre ligado. 

Observo pessoas caminhando pelas ruas cegas em seu celulares, motoristas imprudentes conectados, ao volante, pessoas no horário de trabalho acessando redes sociais….como zumbis deslizando os dedos na busca frenética por feeds de notícias e se esquecendo de observar a sua volta. 

Acreditem. Há um mundo real para se viver. Sem maquiagem, pálido muitas vezes, mas ainda sim real, com sentimentos e valores verdadeiros e não espasmos histéricos de vaidade em busca de aceitação. 

Faça um favor a si mesmo. Aprenda a desligar o Wi-Fi.  

Se permita dedicar alguns minutos meditando sobre si mesmo e sua vida. Esteja com entes queridos e amigos verdadeiramente, seja honesto no trabalho não roubando horas na frente do celular, desligue o celular de preferência no trânsito, coloque limites de uso principalmente se tiver filhos, mude a si mesmo para ser um exemplo e ter a moral necessária para corrigir seus filhos. 

Já pensou quantos livros poderia ter lido? Quantos cursos e atividades presenciais poderia ter feito dedicando o mesmo tempo longe do Wi-Fi?

A vida é muito breve e infelizmente as pessoas se importam muito mais em nutrir seus avatares sociais do que viver a verdadeira vida. Má educação e imprudência se combinam. 

O tempo não perdoa!!!

…pense nisso. 

Promessas do fim do ano

Já nos aproximamos da finalização de mais um ano. Podemos sentir o cheiro do alimento natalino, família e amigos reunidos. Como dizem “o tempo não passa, VOA!”.

Mas antes mesmo de acabar o ano nos depararemos com as mesmas enfadonhas conversas…promessas de mudanças para o ano novo: “vou parar de fumar”, “vou fazer uma atividade física”, “este ano começo a estudar para ingressar em uma universidade”… mas você lembra o que prometeu no ano anterior? Conseguiu realizar?

Vamos lá amigos, antes de pular as sete ondas e enterrar o ano para a prosperidade futura, vos pergunto: já anotou? Fez o planejamento das mudanças e seus respectivos objetivos? 

A maioria da população não faz planejamento. Entra mês sai mês, anos e mais anos e não há mudanças significativas…salvo quando as doenças ou intempéries surgem para acordar a alma e lhes retirar a força do sono, comodismo e estagnação.Você deve ser o gestor da própria existência, seja o protagonista e não coadjuvante…e por favor, não se faça de vítima por não alcançar o que deseja,

A cada ano faço uma lista de objetivos dividida em três partes: trabalho/empresa, pessoal e desafios profissionais. Todo domingo elaboro o planejamento da minha semana estipulando dias e horários para concluir as metas da semana que me destinei. Quanto maior o objetivo maior é a divisão de processos e metas para alcança-los, buscando eficiência satisfatória na conclusão dos resultados.

Questionam-me se consigo realizar todos os objetivos anuais nos quais me proponho e a resposta é simples: não! Realizo em  torno de 80% de todos os objetivos, pois são inúmeros ítens que me destino a realizar sendo alguns a longo prazo, mas sem engajamento, um ponto de partida, nunca será realizado, sendo necessários até mesmo anos para a conclusão dos mesmos. O que não concluo neste ano recomeço no ano seguinte porém colocando mais uma série de novos desafios no novo itinerário.

Objetivos, metas, planejamento e disciplina… com certeza é a ordem mais sensata para realizar os processos. Se por um acaso essas ações não estiverem presentes em sua mente, melhor rever seus planos, pois provavelmente ficará mais um ano sendo expectador da própria existência.

 

 

O preço da ignorância

Existem certas situações que gravam em nossa alma indelevelmente, não é mesmo?

Venho de uma família de professores e recordo claramente ao assistir uma aula de ciências engendrada pelo meu pai apenas como espectador. Uma aluna afirmava insistentemente que era caro caderno, lápis, livros, caneta entre outros atributos necessários para os estudos. Depois de explicar com carinho e atenção a diferença entre preço e valor mas a mesma reagir com sarcasmo ele concluiu “caro é o preço da ignorância”. Nunca mais esqueci!!!!

Você tem dúvida de que tudo que vivemos atualmente em nosso país é fruto da ignorância? Ignorância por ausência de conhecimento e ignorância no sentido de ignorar os fatos.

Em meu ofício é visível observar pessoas que investem muitas vezes R$20.000 reais em equipamentos mas acha caro fazer um curso de música que promoverá as competências mínimas. Do que adianta ter uma Ferrari se não é habilitado para dirigir? 

A internet auxiliou na conexão entre as pessoas, produziu e fomenta toneladas e mais toneladas de matérias a respeito de todas as áreas do saber, porém como dividir informação, desinformação e conhecimento? Será que vale a pena poupar dinheiro neste quesito? 

Algo que me assusta ao mesmo tempo aparenta ser contraditório é a sede por diplomas e desprezo por conhecimento, esta é a realidade do Brasil. A quantidade de pessoas que apenas estão ocupando lugar em universidades e cursos técnico em geral mas somente para pegar um diploma é imensa. Incutido em nossa cultura, da importância de títulos como um passaporte para o futuro o foco torna-se o canudo e não absorver conhecimento e experiência. Não é difícil constatar que os bares pelas redondezas das universidades e colégios técnicos estão lotados de alunos em período letivo bebendo cerveja e fumando. Muitos respondem chamada rapidinho e correm para o bar… fora os que não perdem uma festa de república mas desconhecem o calendários de aulas e provas.

Hoje pagamos um preço muito alto pela ignorância. 

Erros médicos, pontes que desabam por cálculos e projeto mau feito, professores despreparados…entre tantos erros e equívocos que dariam várias laudas. 

Em suma, nos tempos de crise o mercado fica ainda mais seletivo escolhendo somente os profissionais de menor risco possível. Quem você acredita que será demitido, admitido ou promovido? Quem tem sede de conhecimento e eficiência ou os ávidos por diplomas que desprezam o conhecimento?

 

Visibilidade e relevância.

A cada década observamos mudanças intensas nas tecnologias, estruturas de comunicação e sociedade. O que antes era totalmente distante e inatingível, hoje é possível ter acesso rápido e direto, confortavelmente em seu smartphone através de sites de pesquisa como Google, Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin ou um outro qualquer que pode estar sendo criado neste momento enquanto está lendo este texto.

Estas novas ferramentas não apenas mudou a forma que nos relacionamos mas também como fazemos negócios…nunca se deparou com links patrocinados nas redes sociais? Não ouviu falar de novas profissões como youtubers? Provavelmente poucos acreditariam a 30 anos atrás em tantas mudança.

No segmento musical, podemos ter um contato orgânico com artistas que apreciamos ou os que apreciam nosso trabalho, através destes novos meios. Atualmente é comum o próprio artista ser responsável por impulsionar boa parte ou total de sua campanha afim de conquistar o almejado espaço. 

Mas nem tudo é flores e deslumbramento, pois se por uma lado a democratização dos meios de comunicação auxilia e muito na divulgação, há os que fazem qualquer negócio por um espaço, por conseguinte mais inscritos: brigas, discussão sobre famosos, causadores de polêmicas, desafios bobocas até mesmo perigosos (pela própria integridade física)…um zoológico humano insano. Vale tudo, seguidores irreais no Instagram comprados em sites especializados em fraldes e o mesmo ocorre no youtube no qual muitos vivem das visualizações através da monetização do canal por investidores com propagandas. A cada dia fica mais patente que brasileiro faz qualquer coisa por dinheiro e/ou fama, são eternos esmoleiros. Experimente rolar no youtube os vídeos EM ALTA e terá a exemplificação.

Mas façamos uma reflexão sobre visibilidade e relevância. 

Ecoa em minha mente a frase bíblica “do que adianta ganhar o mundo e perder a si mesmo?”, na busca por fama e dinheiro, são produzidos gigas e mais gigas de vídeos desprovidos de valores, influenciando milhares de pessoas a equívocos, atitudes impertinentes ou simplesmente perder tempo. 

Há os que são patrocinados por empresas ou até mesmo partidos políticos afim de utilizar sua influência para conduzir o vulgo  a pensar pelo prisma que melhor convém seus apoiadores financeiros. 

Assim sendo, o que vale mais? Um vídeo com pouca visibilidade mas com qualidade em seu conteúdo ou um video que possui milhões de visualizações mas não agrega nada ou pior, subverte vossos valores? 

Quanto maior seu campo de influência maior será sua responsabilidade por tudo o que diz e incita.  Na briga por espaço, acredito que prezar por qualidade e valores elevados devem ser prioridade…a fama um dia acaba, mas nossas ações ecoam pela eternidade, sejamos responsáveis e conscientes. 

 

Ocupação de espaço.

Todos nós estamos alocados neste planeta azul, situados em um específico continente, país, Estado e em fim cidade. Estamos sempre ocupando algum espaço na sociedade e a forma que nos posicionamos torna-se evidente o engajamento ou a nossa indiferença. Mas qual espaço quer ocupar?

Cada um em sua área de atuação tem suas próprias pretenções e objetivos. Tomamos como base para nos projetar os ditos cases de sucesso; irmãos de batalha que atingiram o cume de onde pretendemos chegar um dia, porém não pode ser uma obsessão nem fator desanimador. Aprendamos a admirar ao invés de invejar, ninguém ocupa todos os espaços por melhor que seja, pois humanamente temos limitações físicas, intelectual, espacial e temporal.

Sempre digo que há espaço para todos mas dificilmente para os incompetentes. Em tempos de crise inicia-se a seleção natural, tempos de oportunidade para uns, momento de queda e mudanças de alocação para outros…criatividade, competência, bom senso e aquela pitada de inteligência em administrar e visionar dá um toque final para os que aproveitam estes momentos ímpar.

Na arte musical vejo inúmeras comparações infrutíferas ao invés de um olhar que visa aprendizado. Observar o resultado mas acima de tudo os esforços e ações decisivas é agir com grandeza e inteligência, afinal o que estes fizeram para se projetar? Será que é possível utilizar receita semelhante no meu caso em particular? Imagine por exemplo que você só toca heavy metal, mas será que um artista de música sertaneja não pode lhe inspirar um novo paradgma no quesito marketing e network?

Ter seu próprio espaço e público é uma questão de sobrevivência mas conhece-lo é essencial para definir a sua linguagem visando comunicar claramente com o mesmo. Analise seu português, linguagem corporal, vestimenta, engajamento frente as questões na qual não há como ficar isento em cima do muro. Se não estiver claro talvez atinja um público que não almeja ou não o tenha.

Em fim, aprenda a admirar o trabalho dos outros, aprenda com quem faz melhor, se inspire, trabalhe duro, seja honesto, caprichoso(a) lembrando que o sucesso e o fracasso só depende de ti, questão de mérito; seu maior concorrente é você mesmo…coragem, assuma os riscos, mas acima de tudo seja consciente de suas ações e peça sempre ajuda quando necessário aos mais capacitados…a arrogância só leva a queda!